14.11.10

momiji não é só arroz!


oowwwn! *o*

presente de uma pessoa que tenta me comprar me fazendo charminho com chicote, meu futuro cachorro. tenho uma raça de cachorro que é sonho de consumo, bulldog inglês. e o plano era ter um casal, oficialmente chamados de chico buarque e marieta severo e carinhosamente apelidados por mim de chicote e maricota. ela me promete a possibilidade de tê-lo. e me dá os presentes mais fofos do mundo, como momiji coco, a chanel. achei que momiji é um nome possível para um cachorro também. a se pensar. e quando eu vacilo ela ameaça comer os meus kitkats! nha.

woooooooow

pensando na vida acabei de me dar conta de que HOJE completa um ano do primeiro cheque para comprar a casinha! gente, amanhã eu VOU a 25 de março comprar enfeites de natal. decidido. ponto. pronto. hoje deveria ter tido bolo, sério. um ano. e francisco esteve lá. como será que está a parede azul texturizada? =P feliiiiiiiiiiiiiiz.

nhá

hoje eu saí de casa para resolver um problema. fui lá em cima dar as boas vindas a francisco e seu irmão, os pintores salvadores. resolvemos pintar portas, janelas, batentes e rodapés, o que aumentou o dia de trabalho para dois mas vai dar dignidade branca p'ra casinha. o que me incomodou foi o fato da textura que eu odeio ter ficado. quando era plano de emergência, ok. explico. perguntei se eles conheciam algum pedreiro bacana para me indicar. um deles era exatamente pedreiro, o irmão. pedi um orçamento rápido na hora. ele olhou, estudou, disse que seria uma reforminha boa. gelei, quando fala isso o preço vai láaaaa longeee. então ele falou, olha, pode colocar aí uns três mil. três mil e quinhentos. eu me certifiquei de que ele tinha entendido tudo. sim, ele entendeu. gente, meu olho deve ter brilhado muito! mas mantive a pose. desci com o gu com sorriso de orelha a orelha. ele disse que eu tou muito boa para fingir coisas. só para esclarecer... é um quinto do orçamento mais baixo que eu já tive na vida! tá? tranquilo? aiai... pode começar amanhã, já? daí a insatisfação com a textura, hohoho. porque agora o que era provisório está para virar definitivo! enfim. felicidade mega.

namoro insalubre

o gu veio falar que o nosso namoro é insalubre. e que vai cobrar indenização porque não é pos-sí-vel alguém passar por isso assim. trabalho forçado e blablabla. explico: eu decidi que ia arrumar o apartamento com as minhas próprias mãos. e hoje. basicamente. o nosso feriado estava muito sem rumo, sem direção... então eu resolvi uma obra. que deve ter durado até as dez da manhã. porque óbvio que mãe minha deu três telefonemas e conseguiu um pintor com preço mais do que camarada sem taxa adicional por ser feriado prolongado! ó! o gu foi acordado em pleno sábado chuvoso e frio de feriado com uma namorada louca e triste querendo ir lá fazer justiça com as próprias mãos. acho que eu estava um pouquinho de nada descontrolada. eu falava, falava, falava. e ele dizia. deita aqui. aí eu deitava por três minutos aí o acusava de estar me enrolando e começava tudo de novo. hoje ele subiu uns degraus para o céu. certamente. parêntese que ontem ele desceu uns degraus [o mesmo número, coincidentemente] quando dormiu bebinho e me fez rir muito. então isto justifica as fotos de uma reforma as pressas começada hoje e com continuação logo mais as oito da manhã! mais três telefonemas e eu tinha um tutorial quase completo de como tapar buracos na parede... claro que eu não considerei que seria possível ter mais de cem [sim, eu disse cem!] buracos espalhados pela minha casa. o que me rendeu meia lata de massa corrida pra resolver o probleminha... um furo, inclusive, ia duma parede a outra. foi neste momento que decidimos em assembléia de dois que a venda de furadeira deveria precisar de porte de armas. outro fato é que deve ter uma doença em que a pessoa é viciada em buchas e parafusos. nas bandas de lá tem de tudo... é um sem fim de fios inúteis e puxadinhos de eletricidade e nada que funcione que é uma beleza... hoje tivemos trabalho mas também tive a incrível sensação de que é, sim, uma casa. resumo de tudo: estou exausta, morta, acabada mas muito feliz. recapitulando a rotina, acordamos, descobrimos uma padaria que vivia na nossa fuça maravilhosa de boa com o melhor suco de manga de todos os tempos, compramos massa corrida e os outros aparatos tecnológicos que nos permitiram tapar furos e corrigir imperfeições, fomos ao mercado quase que vestidos com as roupas mais sujas do mundo, compramos balde, vassoura, paninhos e veja [fundamental para qualquer dona de casa!], batatinha e fanta e voltamos felizes. varremos tudo e decidimos que estava lindo por hoje. chamamos um taxi e fomos p'ra leroy merlin resolver o dia de amanhã: tinta e fita crepe. mas é óbvio que compramos chuveiro, tinta colorida e várias coisas semi inúteis. e então acabou o dia. de janta eu dei para o meu trabalhador semi escravo um filé a quatro queijos do degas, a casa do filé a parmegiana. bem pago o moço. por falar nesta criatura! uma das coisas que eu comprei foi uma trena. item de primeira necessidade em qualquer canto. eu estava escolhendo muito indecisa entre tantas variedades e ele saiu de lá de trás para me perguntar porque eu não comprava a trena da 3M. olhei. olhei mais. olhei bem e cheguei a conclusão que tem fita da 3M e da 5M: claro que estamos falando em metros... nhá, gu! rimos muito e ele me proibiu de contar p' ra alguém isso. tá. a escolha da tinta é outro drama dada a variedade da coisa. de novo pedi ajuda ao homem da casa. eis que ele falou seguro de si: mas a cris não falou que é tinta pvc? oi? tubos e conexões? nesta hora eu tive certeza que a pergunta por que raios eu trouxe meu namorado em uma loja de material de construção? procede. sobre a tinta colorida-azul eu decidi que queria sim uma parede colorida nem que fosse por pouco tempo. e juro. nunca fui tão decidida quanto neste momento. abri aquela cartela de cores gigaaaante e olhei. olhei mais. fiquei entre duas cores, rosa e azul. um rosa antigo bonito e dois azuis, um mais feliz e o outro mais p'ro jeans. troquei duas impressões com o gustavo e decidi que o mar índigo me faria feliz. agora pensando eu espero que faça mesmo... porque foi tão rápido! nunca vi nada sobre esta cor. nunca li nada. amanhã veremos. eu quis muito o azul não tão feliz porque eu sei as cores que quero na minha sala: sofá cinza quase grafite. dois pufes ou coisa que o valha de tafetá ou coisa assim, um pink e um laranja. ou pode ser o estampado pink com laranja do fernando jaeger também. mimosa deitada na sala. e acho que ficará muito lindo. como são tempos de mudanças rápidas, talvez a reforma não venha, talvez venha mais tímida ou pode ser que seja mega.

13.11.10

e continua...

veja lá... vista lá.

tranqueiras tantas...

proteção da bel

porta treco

escritório e cozinha

começou!

luz, câmera, ação!

almoço e janta! e instrumentos de trabalho...

ajustes, reparos e gu na foto...

um dos pequenos buracos que moram nas minhas paredes!

que comportam ferramentas completas...

praga

uma irmã minha anda por praga. apresentou trabalhos, passeou pelas ruas, tirou fotos e compartilhou tudos com a gente. aí naquele momento mais consumista da viagem ligava perguntando, contando, falando de marcas e make ups e roupas e meias calças fantásticas que reduzem medidas [mentira, mas bem podia ser]. e tem blog que eu acho o máximo... em tempos de pseudo reforma eu tenho lido uns de decoração que são o inspiradores. e tem outros, de maquiagem e tals. bonito, bonito, bonita. eu gosto, não move meu mundo... mas acho fantástico uns potinhos mudarem um pouco os ânimos. fui ver as últimas novidades p'ra contar p'ra irmã nos últimos momentos de freeshop... e cheguei a uma conclusão básica e reveladora, rs. a indústria de cosmético é pior que a da moda. minha avó já dizia isso. como que pode um creme anti age de determinada marca ser revolucionário e tudo o mais. ai semana que vem eles lançam o creme anti age mais revolucionário e depois mês que vem outro mais revolucionário ainda. quer dizer, pergunta a minha avó... e o creme super revolucionário anti age de três meses atrás? hoje é o que? enfim. daí que não dá p'ra comprar tudo que dizem que é milagroso. porque o que é milagroso vende aos montes e cada semana tem mais. fico com os meus potinhos aqui. incorporando um batom e duas máscaras que vem vindo de avião nas próximas horas. por falar em potinhos, se meu namorado ler isto ele edita. ainda bem que a senha ele não tem. porque ele não concorda que são potinhos poucos. outro dia, diante do peso da bolsa ele resolveu deixar o básico [na opinião dele] daí que dos vinte [ok.absurdo] batons ele deixou dois. perguntava p'ra que servia tudo aquilo e foi tirando... triste fim de um necessaire [é menino... feio né?], então, triste fim de uma necessaire gorducha!

10.11.10

por aqui ficar...

depois de nove semanas com o pé na estrada, a próxima semana será de ficar. será que campo este ano só ano que vem? nhá. agora preciso fazer valer o visa vale até o último dia do mês. meu computador já está recuperado por perder a relação de confiança [oi?] mas a luz do teclado se foi para nunca mais voltar. preciso achar o bilhete único. e começar a pensar a reforma da casinha - que é para isto que viemos. e o óculos esquecido abandonado em cima da mesa de trabalho há tempos está todo empoeirado. tempo, tempo, tempo, tempo.

6.11.10

biscoito fino

ânimos exaltados!

porque a minha família é muito engraçada. as eleições acabaram por exaltar os nossos ânimos d'um tanto... e tomaram nosso tempo e nossos espaços de discussão ou pensamento. então dia primeiro de outubro a minha irmã disse que não discutia política nem sob tortura. o que me faz crer, passadas as eleições, que ela se sentiu torturada pelo tipo de campanha desenvolvida pela oposição. mas foi tanto torturada que se viu obrigada a discutir e perder amigos, até. e foram discussões apaixonadas e apaixonantes. porque por ali os ânimos também se exaltaram. de meu pai não há nem o que dizer. ele perdeu amigos, fato. e discutiu tanto política que ainda discute com os próximos quatro anos já garantidos. meu avô diz que o lula é uma pedra no sapato dele. snifs. minha avó [ambos não votam] vai a aula de costura todas as quartas e lá se encontra com outras quatro mulheres que também vão costurar. e entre um botão e um alfinete uma lá começou a falar mal da dilma, dizendo que ia piorar, que democracia, todo aquele blablabla. então que ela virou para a minha avó, professora aposentada, daquelas que ia para a avenida paulista protestar contra o governo do estado que não investe em educação pelo menos desde o século passado, e perguntou: a senhora não acha? a minha vó, pessoa com quem tenho que aprender muito de sabedoria, olhou p'ra ela e disse: eu sempre votei no pt. silêncio. a professora de costura na hora introduziu os botões na conversa e mudaram o rumo da prosa. meu avô sempre diz que a mulher dele é isso e aquilo de teimosa. então que a mulher do meu avô, a minha avó, indo embora p'ra casa depois da aula, vira para a outra senhora, todo mundo muito animado e bem humorado e diz, tiau, boa semana e que vença o melhor! e riu gostoso. o meu avô gosta muito de todas nós. mas diz aquilo do lula. então que a minha mãe tem um blog com um amigo que traz fotos e textos. o amigo é repórter fotográfico e tinha fotos fresquinhas das eleições. como nós não somos apartidários e nem queremos ser, foram postadas fotos de um ato pró dilma em que pessoas várias carregavam no peito a sua escolha. o meu avô rompeu porta adentro e disse para a filha dele, minha mãe: vocês não podem fazer isso! muito bravo ele ficou. disse que o blog perderia leitores, como que podia? acho que ele se sentiu traído, tão admirador do chiarosscuro que é. a minha prima, numa conversa telefônica, esbravejava dizendo que era totalitária e que não entendia. aiai. nós por aqui entendemos o seu sentimento e compartilhamos! a minha irmã, seguindo nesta linha, disse para outras tantas pessoas que não discutia política, deve ter dito isso ainda no começo de outrubro... então a sócia dela, uma das para quem ela disse aquilo, entrou no facebook e se deparou com uma página apaixonada e acalorada na discussão política. ninguém falou palavra. a sócia perguntou o que os meus pais, educadores desde sempre, achavam do fato do lula não ter estudado. irmã minha respondeu e nunca mais trataram do assunto, uma seguiu discutindo o que não discutia e a outra voltou dias depois, já com a vitória e disse, seus pais devem estar felizes. e seguiram a vida. a minha prima, a mesma, com o facebook dela... uma amiga um dia vira e diz: nossa, seus amigos discutem bastante política. eis que ela respondeu: er... hum... não são meus amigos, é a minha família. e irmã dessa prima foi mais contida na campanha. mas fez sim, porque somos todos sangue do mesmo sangue. e o namorado dela também. dividíamos vez ou outra as indagações e não compreensões. e seguimos a vida. lá mais longe, na família que chegou depois, márcia e mário, pais da minha madrasta, estavam emum ponto de conflito pois marcinha queria votar e mário não queria votar em ninguém. marcinha pediu um voto de compromisso a mário, que domingo foi às urnas escolher dilma em nome de um amor de muitas décadas. márcia tascou-lhe um beijo no rosto. e mário disse que foi um dos momentos mais felizes de toda a sua vida.