porque ninguém disse que ter uma[duas] casa[s] seria fácil... mas também não contaram que seria uma novela!
10.2.11
tá difícil...
a quem interessar possa, eu ainda não peguei a chave da casinha. sai zica! xô! em tempos de tpm... não tem como não desanimar! nhá! se eu fosse falar exatamente o que eu estou pensando...
6.2.11
fechada para balança!
nhá. mesmo com toda a dieta do mundo e experiências mirabolantes... meu peso estacionou! assim não se pode! não mesmo!
meu sonho dourado são saboneteiras... pensei em passar redutor de medidas no colo mas achei demais para mim...
em uma busca alucinada por quinas em minha vida. por quinas entende-se ossos...
são toledo, dá uma luz... ou eu roubo da próxima vez! =D


iemanjá
passou o dia de iemanjá. eu sou umbandista de muito tempo... respeito e admiro essa religião que entre tantas qualidades uma das que mais me encanta é a aceitação ao diferente. aquilo que se entende como diferente. iemanjá é rainha do mar. mãe de todas as cabeças [mãe de todos, independente de opções, amores, cores]. nossa senhora. este blog começou para contar a história da casinha de são paulo. e foi no dia dois de fevereiro de dois mil e dez que eu assinei todos os papéis do meu financiamento e passei a ser feliz proprietária. tanta coisa aconteceu até este dia e nos que seguiram. eraumavezminhacasa passou a contar minhas histórias. eram então duas casas e as metáforas da vida. a casa surgiu por causa do emprego em são paulo. conquistas, mudanças, voltar para onde eu nunca quis sair... eu terminei o namoro com o amigo querido de tantos anos e segui a vida... eu trabalhei muito viajando e quase que não viajei a passeio. então eu cheguei a conclusão que eu nunca fui tão pobre como quando eu comecei a trabalhar. a vida seguiu... travei uma batalha quase sem fim com a inquilina e então o apartamento era meu. começaram os planos para a casa. e a outra casa still walking. outro namoro começou. as paredes não derrubadas foram pintadas. quando a mudança chegou, eu parti. eu trabalhava em um lugar bacana, altamente tecnológico e com recursos e muito próxima do mundo corporativo... uma experiência interessante para geógrafos. bem legal mesmo. mas olhar para o lado e ver as coisas acontecendo me move. e a certeza de que aquilo era apenas o começo também. veio a proposta/brincadeira de ir para o rio. veio a proposta séria de vir para o rio. e eu me deparei com o fato de que a hora de acontecer é agora... então eu fechei a mala que anda pronta há mais de ano e vim. no último ano [e contando] eu não dormi em uma cama minha, o que torna muitas coisas desgastantes de verdade... pousei no rio de janeiro com a incrível sensação de e aí? ela me acompanha. mesmo nos dias de praia. começou a busca então pela terceira casa. a casa carioca. 2011 começou, o namoro acabou, a vida seguiu. eu entendi que casa é assunto sério que deve ser tratado com a devida importância. porque putaqueopariu, qual é o problema comigo que o que pode dar errado, dá? não é exatamente um drama. mas vale relembrar que a dona do apê de são paulo quase morreu. no dia de assinar os papéis ela estava com a cabeça semi aberta por conta de um avc hemorrágico ou coisa assim. tudo isso para dizer que a casinha do rio está quase lá! quase... a possibilidade dela ser minha existe desde novembro/2010. por dois meses se prolongou um vai-não-vai protagonizado por assim dizer pela dona peladinha. até que então a casa voltou para meus braços. lindo! dia primeiro choveu sobre o rio de janeiro e a cerimônia oficial de entrega das chaves [nem tanto vai, rs] não pode ocorrer. me encantei com o segundo dois de fevereiro imobiliário em minha vida. também não aconteceu... vamos contando! já é domingo, seis, e não temos previsões. nem promessas mais temos. bate um desânimo básico de vez em quando. não sou das que acha que é preciso dificuldade para dar valor. eu sei dar valor as coisas da vida, independente do grau de facilidade. esperando. e oremos!
27.1.11
quem quase amou não amou
Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz... Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que Planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu. Sarah Westphal
26.1.11
nhá [benta]
lá no colchãozinho onde eu moro eu sofro bullying [raramente, vai... beeem raramente]. mas eu não deixo atrás. eu também sei produzir um bullying como ninguém. nessas a gente montou uma forçatarefalegiãodaboavontade e se jogou de cabeça na dieta da sopa, um verdadeiro mergulho. como um consolo em um momento de desespero a minha despedida da vida gorda foi regada a mousse de chocolate com nhá benta. segunda feira nos atracamos com a sopa e de repente tudo era escuro e fraco e sem sentido. fome louca. LOUCA. dizem por aí que emagrece. a gente tem sofrido muito. ainda mais quando a balança diz que não emagrece tanto assim. chega a ser engraçado... pelo menos nosso corpo tem consumido frutas e vitaminas nunca antes vistas na história deste país. soma-se a este esforço da legião as atividade no super air climber [a-do-ro muito] e no wii fit. e também umas promessas razoáveis de andarmos todo dia [que não se concretizam]. tudo devidamente relatado no blog abaixo. o colchãozinho vai a praia aos sábados. e talvez o colchãozinho vá morar em outras paradas. uhuuhu. você que acompanha a história desse blog de busca alucinada por uma casa vai ver coisas incríveis acontecerem... espera p'ra ver. com a conclusão mais tosca ever from my mom: você já tem um apartamento. tenha agora uma casa! oi? tá! médico mandou não contrariar... simbora rumo a casinha! e p'ra você prezado colega que sabe que é bem vindo por aqui... venha! simbora cair no samba. e me dá uma orquídea de presente, p'ra colorir a vida e enfeitar a alma?! então para quem é de torcida, ajudae na torcida para que o colchãozinho encontre p'ra onde mudar. um espaço p'ra deitar o corpo. e a missão mais legal de toda a vida: como mobiliar uma casa todinha com poucos mils reais! tem alguma dica?
23.1.11
daqui p'ra frente...
um dia, em um ataque de coiso, comprei uma passagem para moscou! e carreguei mais três comigo! estava suuuuuper barato, enfim. isso para dizer que dia 12 de agosto eu estarei por lá! eu nunca sonhei conhecer moscou mas tenho a impressão de que será uma das viagens mais legais de toda a vida! simbora lá ver o que é que moscou tem? a gente vai montar um mutirão de quem vai para ver quem vai aprender a falar o que, para ficar sincronizado e não gastarmos energia aprendendo a falar skavuska duas vezes! comprei mais milhões de passagens para são paulo e me tomaram o cartão antes que eu planejasse as coisas mais esdrúxulas... porque eu já ponderei ir para montevideo de scooter. enfim... a casa no rio é um sonho distante, a de são paulo está linda [eu acho, tá?]. no rio moro num colchãozinho gentilmente cedido que rende risadas infinitas. e nós nos revezamos entre o air climber e o wii fit. e nas horas extras nós cantamos músicas velhas e engraçadas vendo os clipes no youtube. esta semana nós também decidimos que a dieta da sopa é uma boa pedida para os 38 graus [e contando] que fazem ali fora. então desejem sorte, porque olha... enfim. e não é aquela dieta da sopa: tudo que está dando sopa eu como! =P o que mais contar? preciso de um visto para os estados unidos. preciso de roupas [de verdade! hahaha]. comprei um sapato lindooooooo [sim, outro. e daí?] fomos a praia ontem e não tinha ninguém apegado no esparadrapo. vou fazer curso de autocad para complementar a renda [acho lindo falar isso! rá]. vou trocar uma passagem para são paulo por mês por um mês de academia! [ié]. e então é isso. ficamos combinados assim. tudo vai ser diferente...
21.1.11
19.1.11
quando acaba, acaba?
a verdade é que eu tenho pensado muito nas coisas. porque ficar tentando entender dá um trabaaaaaalho... tem que pensar da perspectiva do outro, da sua, os pais, a infância, o céu, as estrelas, o signo que mudou semana passada... dá um trabalho... dá uma preguiça... mas é que as coisas que nos fazem surpresa nos estranham. nos assustam. e também nos fazem pensar. de um dia para o outro eu mudei tudo. eu agarrei as malas que estão arrumadas há muito e saí arrastando rumo ao rio. rio de janeiro. passei a chave na casa, apaguei as luzes, dei a mão p'ro avião e fui. pedi demissão e mudei. deixei os mapas de rua de lado... deixei muitas coisas para trás. roupas, sapatos, amigos. para mim quem é, é. meus amigos serão sempre meus, sempre aqui, sempre... sentimento não acaba. meu amor será sempre deles. morro de saudade de sair por aí com vários deles, das tardes gastas no shopping, dos almoços intermináveis, cafés no meio do dia, das compras, do cabeleireiro por horas com a sissi, das divagações. eu tenho saudade da certeza de tê-los, ainda que vivê-los não é exatamente a frequência que eu gostaria... não sei se mais algo ficou, se algo faltou. se faltou em mim ou de mim. não é para onde eu olhe e possa ter conclusões certeiras. não consegui trazer de dentro fatos novos que expliquem o que se tem, não consegui olhar em volta e chegar a canto algum. tantas pessoas se meteram para o bem em defesa do amor. sim, o amor existe! sobre o seu fim já não há consenso, eu lembro o samba que canta o amor que morre é uma ilusão e uma ilusão deve morrer. mas não sei concordar. nem discordar. para mim basta saber do amor, ainda que seja tão difícil defini-lo. não. não vou falar de verdades. nem quero saber o que é justo. e já não importa mais discutir honestidade. o que importa é ser feliz, acho que isso é o que me move faz tempo. sem direção...
18.1.11
...
meus posts chamados reticências volta e meia aparecem. são pensamentos soltos traduzidos em palavras... é a lógica do vento, o caos do pensamento... eu cresci querendo um amor para chamar de meu. quando eu me dei conta e olhei em volta, minha vida estava cercada deles... amigos, família, amores que valeram o tempo que duraram, amores que trago comigo no peito. quando eu entendi o que era amor [e isso demorou tanto tempo...], eu aprendi tão logo o que era sofrer por amor. eu descobri que o próximo amor deveria ser sempre maior. aí então eu descobri que existem tantas formas de amor que valem a pena. olhar para alguém e ver o futuro, ver as mãos dadas, os planos, as vontades, as conversas, ver que se aprendeu o que é compartilhar, querer um amor tranquilo, ou um amor que queira ganhar o mundo ao seu lado [e conquistar o mundo é para poucos]. um dos meus namorados me disse que comigo aprendeu a compartilhar as coisas. com um deles eu aprendi tantas coisas [e sei que ensinei também] que por muito tempo eu me via e confundia as histórias, os jeitos, as palavras, nós éramos quase iguais, a mesma boca, a mesma cor, a mesma risada e a mesma disposição para sair pelo mundo sem saber para onde, sem direção... a gente começou a tirar fotos juntos e ele segue, com belas imagens até sempre [algumas delas moram aqui]... eu tive alguns namorados e posso dizer que sou contra quem fala que não deu certo. sempre acho que deu, aquele tempo deu certo, que fez com que duas pessoas ficassem juntas porque tinham no mínimo objetivos em comum, interesses, admiração, sentimentos. por falar em amor, eu consigo reconhecer nos meus relacionamentos algo em comum, que é a admiração que acompanhava as histórias, eu sempre admirei os meus namorados. o que torna tudo muito mais interessante. assim como eu admiro meus pais e tantas outras pessoas. são aquelas pessoas que queremos perto porque elas agregam tudo de bom na nossa vida. a admiração me moveu em muitos momentos, porque eu também acho bacana ser admirada. nas tomadas de decisão, em ter histórias lindas para contar e mais, me orgulhar do que eu escrevi para mim... engraçado, os meus namoros sempre terminaram sem que acabasse o amor, não o meu. outras questões se mostraram mais fortes, um deles [namoro] nos colocou [a mim e a ele] frente a frente com a certeza de que seríamos melhores separados e seguimos assim, longe... mesmo nos amando. já vi namoro meu acabar por causa de família, por causa de valores, quase sem causa... já chorei toda uma vida pelo fim de um namoro, trazia comigo a certeza que éramos amores da vida. e acabou. também já sofri bem pouco porque me coloquei prazo para acabar com aquele chororô... a minha certeza sempre foi nunca deixar de falar, porque talvez não existisse depois. em alguns momentos não existiu mesmo. então não pode haver arrependimento... eu já fui bem orgulhosa, até entender que orgulho não me levaria a canto algum. a partir de então eu fui mais feliz. tem algo mais que identifica meus relacionamentos todos que é o fato de que eu nunca liguei depois. nunca pedi para voltar. meus fins foram fins, sejam eles meus ou deles... eu sempre achei e continuo achando que se movimentar para falar tiau requer dizer todas as coisas não ditas, a serem ditas, todas as coisas desejadas. quando ficava então resolvido que era melhor separar as estradas, as escovas, os sonhos, ainda nesta hora eu falei de amor... não sempre... mas eu nunca deixei de assumir o que eu sentia... eu também já gritei, já xinguei, já quis quebrar tudo, já quis ligar e falar mentiras. era também o que eu sentia. este blog nasceu do fim de um namoro... eu queria escrever para lembrar, para não esquecer. pessoa que eu amei demais. e enquanto eu conto as histórias da minha busca por casa, eu tento arrumar a minha casa... porque a vida é feita de histórias. o blog segue. a busca pela casa segue, a vida segue...
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