10.11.11

preguiça é qual pecado?

eu queria escrever sobre o saco de presentes madrileños maior legal do mundo que eu ganhei. e que amanhã é dia de viagem p'ra cidade do cabo. mas não tenho forças. meodeos, que cansaço que me toma! alguém arrumaria a minha mala em troca de dez reais plis? ;)

9.11.11

que preguiça...

eu não sou contra o aborto... e não se preocupe se você está grávida ou vai ficar e vai amar o seu bebê desde o primeiro momento. então o aborto não serve p'ra você! nem acho que o mundo vai virar uma grande parada gay porque agora as uniões homoafetivas são ok. claro que são. sempre foram. alguma dúvida? e p'ra mim as pessoas deviam pensar assim: definitivamente não é um problema meu se é ele com ele, ela com ela, que sejam felizes! porque simplesmente tem coisa que não é demonstrativo de caráter, entende? eu tenho tentado entender porque estamos cada vez mais moralistas e preconceituosos. achando que a polícia tem o direito de bater, chamando estudante de vagabundo, falando em nome da lei aos quatro ventos, ignorando estado de direito.

7.11.11

own

hoje a minha avó me liga no meio do trabalho.

ela: oi, tudo bom? onde você tá?
eu: tudo. e você? tou no trabalho
ela: ah, então você não pode falar...
eu: não, mas posso ouvir!
ela: não é nada! é que eu fiquei com saudade de ouvir você falar uma coisa assim que eu gosto muito. quando você não gosta de alguma coisa você diz: não aquece meu coração...

não é linda, a minha avó? ela aquece meu coração. muito! te amo, noninha. te amo, nonão!


6.11.11

malas prontas! só que ao contrário...

lembra que eu contei que eu não faço nada em casa? mais pura verdade. jantar em casa com os amigos é sinônimo de cachorro quente bom. e só porque eu mega elogiei a val, ela pediu p'ra trabalhar sexta a noite em casa, depois de limpar a casa da parenta toda. e claro que não deu certo. a casa ficou meio zoninha. era pelo aniversário dela. então tudo bem. só que agora eu preciso lavar roupa p'ra viagem. e passar. e arrumar tudo. então a mala não tá pronta. humpf. e eu fui mostrar a casa dia desses e olhei pro escorredor de louças e tive um 'insait', lá só tem louça de café da manhã. ninguém cozinha mesmo. e a plantinha continua em cima do fogão! oh, god. as coisas precisam mudar. comofaz? mas tá tudo tanquilo, tranquilo [sotaque espanhol, plis!]. é só sexta! alguém sabe que dinheiro eu devo levar p'ra áfrica do sul? ui!

5.11.11

então taí, meu dia...




enquanto o guimarães não vem...

já declarei a minha paixão por guimarães rosa. mas não é ele a bola da vez. ganhei há uns meses o livro 'os caminhos de mandela'. e é ele que vai p'ra praia comigo aos fins de semana, p'ra olhar o céu azul e contar andorinhas. não, não é um livro de auto-ajuda. é um livro de vida. tem um outro livro que foi várias vezes comigo tomar sol, mas esse eu ainda não dei conta de terminar! já conto... então eu quis esse trecho aqui:

esforçamo-nos para julgar as pessoas pela essência de seu caráter, mas nelson mandela sabia que, às vezes, a melhor forma de ajudar os outros a ver seu caráter é por meio da maneira como você se apresenta. toda a sua vida mandela se preocupou com a aparência das coisas - da cor da sua camisa à forma como uma política era apresentada a seus partidários e ao quão ereto ele conseguia permanecer. ele nunca diria a alguém para não julgar um livro pela capa porque ele sabe que todos fazemos isso. embora seja um homem de substância, diz que não faz sentido não julgar pela aparência. as aparências importam e temos somente uma chance de causar a primeira impressão. mandela adora roupas. sempre adorou. ele não diria que as roupas fazem um homem, mas que provocam uma impressão imediata. sua ideia é a de que se você quer representar o papel, tem de usar a roupa certa. começou a aprender isso quando era menino - seu pai cortou a própria calça de montaria para fazer-lhe uma calça para o seu primeiro dia na escola. seu pai estava determinado que seu filho não parecesse um 'nativo' incivilizado, vestido com uma manta.  [...] vestia-se daquele modo não apenas porque lhe dava prazer, mas porque, naqueles dias, os brancos também julgavam os negros pelo que vestiam, e ele não queria parecer um trabalhador comum, mas um profissional. [...] assim como fingir que se é corajoso pode se tornar coragem real, podemos sentir que se nos vestirmos como a pessoa que queremos ser nos deixa mais próximos de nos tornarmos aquela pessoa...

3.11.11

adoro uma caixinha!

já contei que eu adoro encomendas me esperando sentadas na portaria do prédio. caixinhas, caixonas, envelopes, cartão postal. as minhas comprinhas na asos estão atrasadas. acho um saco ter que ir atrás, sendo que o combinado era chegarem aqui e me esperarem quietinhas. mas essa semana eu resolvo com o correio. droga, outro atraso é minha carteira de motorista. tá vencida, poxa! voltando... assinei a glossy box, conhece? eu não. não conheço de ver com as mãos, mas li tanta coisa legal sobre as caixinhas de outubro que eu quis muito. e funciona assim: você paga um valor mensal, são dois tipos de caixinhas - premium e nacional, e chega lá em casa uma caixinha com mimos de beleza surpresa. produtos para experimentar, conhecer, amar muito ou não. entre quatro e seis produtos. eu confesso que eu assinei as duas, mas é só por esse mês. ocorre que a nacional é uma caixinha - só em outubro - com produtos natura. a primeira coisa é que eu gosto bem da marca, acho os cheiros bons, a qualidade boa. e a segunda é que vem o óleo corporal de rosa. e eu comprei por desaforo mesmo, porque no dia anterior o meu caiu no chão e a embalagem não aguentou. eu fiquei olhando o óleo indo embora pelo ralo. magoadíssima. como eu gostei muito dele, quis outro. então comprei. quando chegar eu conto mais. e sério, asos, cadê minha comprinhas!?!

2.11.11

será?

será que se eu me disfarçar toda, o porteiro deixa eu entrar em casa? ele vai me reconhecer? se ele não me reconhecer, eu falo que eu tou indo onde? ele já contou p'ra todo mundo? sem coragem de voltar p'ra casa! snifs. fora isso, vou montar uma planilha de excel com os lugares no mundo que exigem vacina p'ra febre amarela e vou me jogar em todos nos próximos dez anos. vou gastar bem. p'ra valer a pena o encontro com o porteiro logo mais.

como rir em um feriado sem sol?

uma pessoa conhecida que está em madrid manda um sms com um link e o seguinte comentário: não sei falar os nomes das coisas em nenhuma língua, hahaha. pronto. vai vendo...

eu: posteres. inpresión. hoja A4!
ele: tentei gesticular, pular, inglês, francês e nada. veja se consegue descobrir se eles fazem e o preço.
ele: papiel? poster? gran? la mujer me preguntou mil coisas...
eu: hay impresión digital en papel fotografico brillo medida 95x150?
eu: paginas impresas color sobre papel 100 gr?
eu: cuanto?
eu: cuando entrega? [mira nuestro portuñol!]
depois de um milhão e meio de sms trocados...
ele: em uma mañana hace, bale?
eu: valor com IVA?
ele: finale, finale, valor finale.
ele: veja se acha outras no gugou perto daqui que agora tou fluente!

ah tá...

1.11.11

caravana da vacina...

eu já comentei que eu tenho pânico de agulha, né? algumas vezes, sim? então vai vendo. saí de casa, passei na casa da irmã e rumamos para o postinho. aí a amiga liga aos berros: cadêêêê vocês??? eu taaaambém vooouu! daí o título fofo do post: caravana da vacina. todo um apoio moral! parenta me deu a mão p'ra entrar no posto. duvida?


e a outra parte da caravana fez o registro! porque o meu pânico é real mesmo! seguimos de mãozinha dada até a sala de vacinação. eu fingindo que estava tudo certo! sentei p'ra esperar quietinha, semi morta, em pânico, mas disfarçando! só que quando o bebe de meses começou a chorar lá dentro, eu comecei a chorar cá fora! de soluçar! aaaaiii, eu sei... mico total. mas não para por aí. mas antes de contar, olha a foto da gente no SUS. não podia perder a oportunidade, né? as vacinas do SUS são de muito boa qualidade!


e é de graça, tá? elas até fizeram um certo terrorismo comigo, dizendo que eu não poderia fazer escândalo porque as pessoas não teriam paciência! entrei chorando, continuei chorando, segui chorando, tou chorando até agora. de soluçar, é bom lembrar. aí fui p'ra forca. chorando. o moço com a agulha na mão balbuciou algumas coisas que eu não processei até chegar lá fora. [guarda essa informação!] quando ele se aproximou eu corri. ridículo, eu sei. mas é tudo maior e mais forte que eu. aí minha irmã me pegou. [sim, eu tenho quase 30 anos!]. me segurou. e o moço me deu a vacina! eu ainda estava chorando de soluçar. fui embora e ali fora, no corredor, minha irmã me deu conta de que quem aplicou a vacina em mim foi o meu porteiro! tem coisas que só acontecem comigo. o moço da vacina tinha dito que trabalhava no prédio onde eu moro. eu, louca, não estava em condição de processar a informação. vergonha master por não ter reconhecido o porteiro. e alívio maior ainda por não darem vacina no bumbum! olhaí a prova do crime!


e gente, já são oito da noite e eu ainda não morri! não vai ser dessa vacina que eu vou morrer. talvez eu morra de vergonha quando voltar p'ra casa e encontrar o porteiro! esqueci de contar que quando eu recebi esse papel na mão, antes de tomar a vacina, eu pensei em correr!