eu tava conversando istudia e fui lembrada que quando eu morava em Londres [sabia?], eu trabalhava como recepcionista em um lugar bem legal, um restaurante chamado Gaucho Grill [gaucho lê-se como argentinos e não brasileiros]. daí que num daqueles fins de dia beeem frio que você não quer mais nada além de fechar tudo e ir p'ra casa, entra um grupo grande pela porta. doze! brasileiros! no meio daquele grupo você identifica Caetano Veloso. e a ex mulher dele, Paula Lavigne. falei português, bem como outras pessoas que trabalhavam ali e também eram brasileiras, me ofereci para guardar os casacos no cloakroom, Paula, fofíssima [#not] juntou os casacos da geral e foi me entregar. ela estendeu os braços com os casacos na minha direção p'ra me entregar. recuou com todos eles. e me entregou um a um, de forma que pudesse contar quantos casacos exatamente estava me entregando. doze. daí eu saber quantas pessoas eram. hum. tá.
porque ninguém disse que ter uma[duas] casa[s] seria fácil... mas também não contaram que seria uma novela!
26.11.11
24.11.11
samba do avião
do Tom Jobim...
Minha alma canta
Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudades
Rio, seu mar
Praia sem fim
Rio, você foi feito prá mim
Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Rio de sol, de céu, de mar
Dentro de um minuto estaremos no Galeão
Estou morrendo de saudades
Rio, seu mar
Praia sem fim
Rio, você foi feito prá mim
Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Rio de sol, de céu, de mar
Dentro de um minuto estaremos no Galeão
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Aperte o cinto, vamos chegar
Água brilhando, olha a pista chegando
E vamos nós
Aterrar...
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Aperte o cinto, vamos chegar
Água brilhando, olha a pista chegando
E vamos nós
Aterrar...
22.11.11
datas importantes!
nem sou tão apegada a datas assim, mas tinha uma data que eu super queria ter lembrado aqui, ainda que tenha lembrado lá da áfrica - não deu! foi dia 14 de novembro de 2009 que eu assinei a compra do meu apartamento e dei início a mais uma parte da minha vida, mais uma fase, a tantas histórias. é um dia significativo... ainda que indiretamente, foi por conta do dia 14 que eu comecei a juntar causos p'ra este que vos fala, o blog. e então novembro tem mais uns dias legais de lembrar, foi neste mês que eu pedi demissão da navteq, ano passado. e então aos vinte e nove dias do mesmo eu saí arrastando meus paninhos e vim parar aqui no rio. é um mês bacana...
21.11.11
20.11.11
glossy box, você conhece? e outros...
é uma caixinha surpresa com produtos de beleza. são duas possibilidades de planos, um com produtos nacionais e outro com produtos importados - e dois preços diferentes. como o site é todo cheio de mimimi, não consegui tirar de lá um texto informativo bem legal. mas basicamente são entre 4 e 6 produtos surpresa, p'ra testar e conhecer. pode ser um tamanho mini ou normal. a minha chegou, na verdade as minhas. é que eu assinei a nacional porque era uma edição especial da Natura, que vinha justamente com o óleo que eu tinha acabado de espatifar no chão, e o preço dela com vários produtinhos era metade do preço só do óleo. mas esta assinatura eu já cancelei. a outra assinatura, a premium, chegou e eu fui toda contenta abrir a caixinha. e depois que eu abri o contentamento mais ou menos foi embora...
ela vem numa caixa de correio, de papelão... e dentro tem essa caixa fofa e super reaproveitável, com lacinho e tudo [nota: a caixa da premium é bem melhor do que a nacional. a nacional eu coloquei fora e a premium eu super quis guardar!]
o detalhe do logo lindo da glossy box. acho a ideia bem boa. e quando se fala em surpresa, assume-se o risco de não gostar tanto do que chegar. meu caso. mas vou dar uma segunda chance! vai que..
mais um embrulho. não dá p'ra dizer que eles não tem um super cuidado com a imagem da marca. é tudo com muito cuidado e carinho! os produtos surpresa estão guardados aí dentro! quer ver?
taí. os produtos que estavam dentro da minha caixinha. sabe o que é? eu não paguei e esperei e tudo, p'ra testar desodorante. o único produto em tamanho full que eu recebi foi um desodorante [e acho que a sombra também!]. super brochei na hora. cumpriu bem com a ideia de teste. eu não compraria esse desodorante normalmente, porque nunca me chamou a atenção, mas gostei do produto. mas fiquei desanimada por ser isso, entende? é o risco. tem os dois produtos da L'occitane - marca que eu conheço e uso e adoro. então são dois mini produtos a mais p'ra testar. o cheiro é delicioso. é um tamanho bom p'ra necessaire. enfim. gostei. tem a sombra artdeco, com uma cor boa, mas difícil. é um verde escuro com brilho dourado. mas na verdade eu também gostei e acabei achando que com um pouco de arte, o resultado deve ser positivo. e tem os outros dois mini [bem mini, né?] produtos, o protetor solar de uma marca que já gosto e uso e o oil free acne wash, vou testar, mas sem muita empolgação... tomara que a próxima glossy box seja bem mais legal. e ai que por coincidência ontem eu ganhei de uma amiga da minha irmã um monte de amostrinhas de dermo cosméticos - bem mais legais e maiores do que o mini protetor solar. que poxa! aíó quanta coisa legal eu ganhei!
vários protetores solares supimpas p'ra levar p'ra praia! aí p'ro corpo dá p'ra usar aquele sundown básico!
ela vem numa caixa de correio, de papelão... e dentro tem essa caixa fofa e super reaproveitável, com lacinho e tudo [nota: a caixa da premium é bem melhor do que a nacional. a nacional eu coloquei fora e a premium eu super quis guardar!]
o detalhe do logo lindo da glossy box. acho a ideia bem boa. e quando se fala em surpresa, assume-se o risco de não gostar tanto do que chegar. meu caso. mas vou dar uma segunda chance! vai que..
mais um embrulho. não dá p'ra dizer que eles não tem um super cuidado com a imagem da marca. é tudo com muito cuidado e carinho! os produtos surpresa estão guardados aí dentro! quer ver?
taí. os produtos que estavam dentro da minha caixinha. sabe o que é? eu não paguei e esperei e tudo, p'ra testar desodorante. o único produto em tamanho full que eu recebi foi um desodorante [e acho que a sombra também!]. super brochei na hora. cumpriu bem com a ideia de teste. eu não compraria esse desodorante normalmente, porque nunca me chamou a atenção, mas gostei do produto. mas fiquei desanimada por ser isso, entende? é o risco. tem os dois produtos da L'occitane - marca que eu conheço e uso e adoro. então são dois mini produtos a mais p'ra testar. o cheiro é delicioso. é um tamanho bom p'ra necessaire. enfim. gostei. tem a sombra artdeco, com uma cor boa, mas difícil. é um verde escuro com brilho dourado. mas na verdade eu também gostei e acabei achando que com um pouco de arte, o resultado deve ser positivo. e tem os outros dois mini [bem mini, né?] produtos, o protetor solar de uma marca que já gosto e uso e o oil free acne wash, vou testar, mas sem muita empolgação... tomara que a próxima glossy box seja bem mais legal. e ai que por coincidência ontem eu ganhei de uma amiga da minha irmã um monte de amostrinhas de dermo cosméticos - bem mais legais e maiores do que o mini protetor solar. que poxa! aíó quanta coisa legal eu ganhei!
e já que o papo é cosmético e tudo mais, tirei foto dos meus shampoos. sempre que viajo p'ra algum canto gringo [infelizmente] que tem a linha Gliss Kur da schwarzkopf, eu compro! adoro muito, é uma linha que vende em qualquer farmácia, tem um preço bem bacana e o cheiro é delicioso! vale a pena procurar! o brilliant brunet, john frieda, é um que eu uso há muito tempo e amo, o cheiro, o resultado, tudo. e o semi di lino, da alfaparf, que compro de litro, já é o segundo, e eu adorei o resultado! eu não uso condicionador, só uns sprays da schwarzkopf também, do Bona Cure ao Gliss Kur. e adoro muito. mais o Moroccanoil e o cabelo não fala mal de ninguém. fica lindo. eu acho.
e p'ra acabar. porque néam, tá fútil pra cara*** esse post, as últimas compras no freeshop. tirando um outro esmalte, que eu já passei p'ra frente de presente p'ra parenta. um studio fix porque o meu está acabando e não dá p'ra viver sem. minha cor é a NC40. acho boa p'ra mim, quando é o em pó, o studio fix líquido eu acho a NC40 muito amarela. aí tento neutralizar com um pó. o batom da coleção de natal, such flare! é lindo. não tem amarelo na composição, que eu acho que é uma cor bem complicada p'ra mim. com acabamento matte. lindo, lindo, lindo. eu passei quinta feira e fiquei me olhando no espelho, p'ra ver se era só o batom chamando atenção ou se as pessoas estavam olhando tanto porque ele estava espalhado pelo meu rosto todo. o outro batom é o meu hue, que adoro. bel adora, casou com ele, já está no segundo e tudo! e a sissi encomendou, porque também gostou. fica lindo em todo mundo! e tem o esmalte, também da coleção de natal, em embalagens brancas, com detalhes em prata - lindaaaaaas, em um vermelho lindo, com o sugestivo nome de get noticed! se eu lembrar, quando eu passar, eu mostro! ;)
passagens...
outro dia alguém me perguntou como eu decido a próxima viagem... porque este ano fomos p'ra Moscow e Cidade do Cabo, lugares pouco convencionais. simples! sempre que aparece promoção p'ra um canto bem bacana, eu compro! porque passagem com bom preço p'ros eua ou p'ra europa é mais fácil de achar. mas Moscow não é todo dia. foi assim... um site que me ajuda muito é o melhores destinos, que junta todas as promoções do mundo e conta p'ra gente! assim fica mais fácil, né? e viajar dentro do brasil tem sido bem caro! outro dia tinha passagem Rio/Bauru pela tam por incríveis r$3200! eu ri da piada! eu tinha me colocado como meta conhecer lugares novos esse ano, tanto no Brasil quanto fora. mas tá difícil. enquanto isso tem passagem em promoção p'ra Bolívia, r$600 [lá precisa de vacina p'ra febre amarela, lembra que eu preciso gastar muito essa nhaca?]! e a tentativa de aniversário com papi vai me custar pelo menos r$450 p'ra Salvador! nhá. não dá não! fora isso, viajar é tão bom! eu amo muito tudo isso. minha família conta que eu sempre chego dizendo que eu quero morar em todo canto. diria minha irmã que começou em Trindade, quando eu tinha perto dos seis anos de idade, e chorei p'ra não ir embora da casinha de pescador onde estávamos hospedados, com um pé de amora na porta. nesse dia eu decidi que minha família moraria ali p'ra sempre. lá onde ficam atualmente os bares, ali na chegada da praia do meio. de lá p'ra cá eu já quis morar em muitos cantos também. quis morar em Porto Seguro, em Salvador desde a primeira vez que eu pisei por lá e vi o túnel de bambu que diz oi e tiau, no caminho do aeroporto. quis morar em Gonçalves mais recentemente, porque ali tantas vezes eu vi o tempo parar e parecer perfeito! quis morar em Londres e morei, mas quero voltar sempre. quis morar em Berlim, é uma cidade linda, linda, linda. sério, vai lá ver! Buenos Aires me pareceu um canto perfeito para quedarse por um tempo. quis morar depois em Moscow, mais especificamente dentro da catedral de São Basílio, que parece casinha de doce. quis morar em Cape Town agora mais recentemente, porque lá é lindo e quando vocês forem, de repente fará muito sentido! e quero morar em São Paulo, sempre...
19.11.11
um tico a mais...
o texto primeiro sobre cape town eu escrevi do avião e acho que não reli e eram dez horas de vôo. erros são totalmente compreensíveis! meodeos como é uma viagem cansativa, ainda mais p'ra ficar quatro dias por lá! não me recuperei até agora! mas p'ra mim cape town foi uma surpresa muito boa, as pessoas são bem simpáticas, claro que cabe aqui a crítica de que a maioria das pessoas com quem tivemos contato estavam nos servindo, no restaurante, aeroporto, loja, enfim... e então é difícil saber exatamente como são de fato e quem são... mas rola uma alegria genuína! a área do hotel, perto do centro de convenções, é bem vazia, principalmente a noite e aos fins de semana. não é tão legal andar a pé por ali. o hotel foi reservado pelo booking.com com uma tarifa muito boa de 715 rands por dia, uma cobertura penthouse gigante! não tem café da manhã mas tem uma cozinha completa, se quiser comprar umas coisinhas p'ra comer por ali. trocamos nosso dinheiro em uma das casas de câmbio do waterfront. depois passando pelo monte de loja que tem ali a gente viu que as tarifas do AmEx eram mais legais. mas são todas ruins! p'ra fazer a conversão, basta dividir o valor em Rand por 4,2 and that's all, como num passe de mágica tem-se o preço em Real. eu achei os preços bem parecidos com os brasileiros, p'ra um pouco menos. só o aluguel do carro que tem um preço bem bom, vale a pena! bem mais baixo do que por aqui. a gente tomou uns vinhos bem legais, mas o escolhido de todos foi o Steenberg, shiraz. muito muito bom! sobre trazer vinhos p'ro Brasil, as informações são um pouco confusas, a gente passou p'ra comprar no mercado que tem em waterfront, ali também tem uma loja de vinho que vende embalagens boas p'ra colocar o vinho na mala! então na mala a gente despachou três garrafas cada e deu tudo certo! passamos no freeshop de lá e compramos mais umas garrafas. tudo certo também. no vôo Rio/São Paulo eu perguntei na Tam quantas garrafas podia levar a bordo do avião e me disseram cinco, não sei exatamente onde tem essa informação, mas né, custa nada considerar! tem lojas com artesanato africano em todo canto, além das barracas ali no greenpoint square que tem preços um pouco melhores do que nas lojas. e a palavra de ordem é negociar! eu já contei do medo master de transformar a casa numa mini África, né? dá vontade de comprar tudo! sério! e os preços são bons, em geral. sobre comida, comemos comida africana no primeiro dia sem saber muito bem o que era, no kribu south african dining. tinha carne e era muito boa. os acompanhamentos não eram tanto. comemos steak e também era bom, no belthazar. comemos hamburguer no pub que tem ali no waterfront e era maravilhoso, fica aberto até bem tarde, dos poucos. e frutos do mar no wine bar do Mandela Rhodes Hotel. tudo bom, viu? as pastas que a gente comeu não eram tão legais, mas acho que foram os lugares que não ajudaram. a gente foi no wine tasting da Groot Constantia e não achou muito bom, apesar da fazenda ser linda. o restaurante também não compensou o crime! os cafés são bons, em todo canto. os doces são bonitos, mas eu não comi. fica p'ra uma próxima. deve ter muito mais coisa que eu esqueci de escrever, mas agora tou num cansaço... deixa p'ra logo mais! ;)
leu? então agora vê!
foto: Má/praia na região de hout bay
foto: Leo/futebol
foto: Má/vista da chapman's peak
foto: Leo/quando as nuvens chegaram! de cima da Table Mountain!
foto: Má/o rio tá longe? menos que NY!
foto Má: vista do cape point
foto: Má/onde planta vinho! ;)
foto: Leo/minhas melhores fotos são dele!
foto: Má/o sol deita no mar...
foto: Leo/lá de cima é lindo...
foto: Leo/mais Má!
foto: Má/sai daíííí!
foto: Leo/ei, psiu, não entra aí!
foto: Má/bo kaap
foto: Leo/mais eu...
foto: Leo/uia eu ali!
foto: Leo/que tem depois dali?
foto: Leo/quando as rochas chegam no mar...
foto: Leo/é tudo lindo assim!
17.11.11
Um pouco de Cape Town...
A África tem lugares tão lindos que a gente sequer imagina. Achei que começar assim era o jeito mais legal de desfazer uma não imagem que carregamos. A gente simplesmente não sabe o que encontrará até estar lá. Com raras exceções, claro. Não nadamos com tubarões ou fizemos safáris, nem pulamos de bungee jump. A ideia era ficar por ali e conhecer o mais possível em tão pouco tempo. E saiba, quatro dias é bem pouco tempo. Primeiro porque é uma viagem bem cansativa. O vôo que sai do Brasil vai para Johanesburgo para depois voltar para Cape Town. E depois porque sério, eu achei tudo por lá lindo... A gente alugou um carro: ‘the cheapest one, please!’. É, pois é, a gente apostou no fator surpresa sobre como nos locomover. Ainda bem que alugamos o carro e o GPS, porque foi mais legal poder decidir sobre o rumo a tomar e também porque o endereço do hotel que eu anotei estava simplesmente errado. Eu acho... Fomos parar em um bairro residencial longe de tudo, bem bonitinho. Então preciso confirmar, mas acho que o endereço do Circa Hotel no booking.com está errado. O hotel é bem legal, em uma promoção acabei pagando 715 rands a diária, algo em torno de 170 reais. O hotel fica perto médio do Waterfront, dum tanto que daria p’ra ir a pé. Nós até fomos no primeiro dia, mas não achamos uma ideia muito bacana. No caminho encontramos pelo menos duas pessoas pedindo dinheiro que nos acompanharam por muito tempo. Chato. Voltamos de taxi, e o problema é o mesmo no Rio de Janeiro ou em Cape Town, rola um querer se dar bem em cima de você! Voltando... Estávamos perdidos lá longe com o endereço errado, mas como meu anjo da guarda é bem bacana comigo, ele tinha me soprado p’ra copiar o mapa do hotel, de forma que foi só olhar uma outra rua perto e descobrir que estávamos do outro lado da cidade. Chegamos no hotel e demoramos um tanto até encontrar a entrada porque ela fica em uma rua que não passa carro, o staff é bacana, vão te dar o controle remoto da garagem – o que dá mega independência, você vai subir p’ro quarto, se der sorte vai descobrir que reservou uma penthouse com 110 metros quadrados e pronto. Um bom começo de viagem! Chegamos no sábado e o mais estranho é que é tudo muito vazio. Muita coisa fechada, pouca gente andando nas ruas. Ou a gente ainda não entendeu como a coisa funciona, ou os sul africanos andam pouco a pé! Daí que o reconhecimento do terreno foi no Waterfront. Comentário primeiro de que parece uma Disney World. É meio verdade, tudo muito organizado, limpo, caro, p’ra inglês ver. Pelo que eu entendi, os bons restaurantes estão por ali. E foi onde encontramos a maior concentração de pessoas! Primeira nota mental relacionada à África: cuidado com as compras ou a sua casa vai virar uma extensão do artesanato africano! Dá vontade de comprar tudo! Viaje com uma pessoa que não tolera compras e lojinhas e seu cartão de crédito agradecerá! A gente voltou todos os dias ao Waterfront, para jantar, compras, câmbio, tudo. Acho que foi a solução mais prática, ainda que não a mais barata e provavelmente não a mais legal! O fuso com a África do Sul é de quatro horas, portanto acordar as oito significa acordar as quatro. Sofrido! Mas né, o preço é em Rand, a conversão foi ruim e a gente não tem tempo a perder. Dia seguinte, Cape of Good Hope, lá onde o vento faz a curva. A gente abriu o guia, escolheu um caminho, digitou no GPS, carinhosamente apelidado de portuguesa filha da puta, e fomos. Só dá p’ra explicar a boniteza do lugar com foto. A nossa escolha foi ir por Hout Bay, pegamos uma estrada cenográfica chamada Chapmans Peak, linda, linda, linda – o guia da Folha não dá o devido valor, in my opinion! Pode ir contente, vai pagar 31 Rands de pedágio e vai ficar feliz. Se você for uma péssima [ou o, whatever] co-pilota como eu fui, vão pagar o pedágio três vezes, mas ainda assim vale a pena [nessa hora as opiniões já estavam divergindo!]. Tem uma praia deserta, de areia branquinha e mar verde que vale a parada. De lá, Cape of Good Hope. Vai com fé, é bem legal. Paga mais um tanto p’ra entrar no parque nacional da Table Mountain [onde está localizado o Cape of Good Hope e o Cape Point], estaciona o carro, leia o aviso que os Babbons podem roubar sua comida e são fofos porém pouco amigáveis e vai. Sobe a pequena trilha a pé, coloca a língua p’ra fora e vai mais. A vista de cima do farol é linda! De inexplicável mesmo! Tem uma outra trilha que também vale a língua p’ra fora e a triste consciência de que somos mais sedentários do que gostaríamos e que naquele momento não há nada a se fazer [a ignorância é uma benção!], que vai p’ra Dias Beach e para uma outra quina de rocha ali longe, com uma vista ainda mais legal. Se demore por umas horas - em novembro tinha muita água viva, de não dar ânimo nem p’ra molhar o pé, mas vale cada gotinha de suor e até a raiva já superada do velhinho japonês ter se saído muito melhor que eu na subidona! Aliás, eles estão por toda parte! É lindo de tirar o fôlego! Quando estiver voltando, a primeira estradinha a esquerda, vindo do farol, é onde está localizada a placa que diz que ali é a latitude mais latitude da África. E de brinde tem os avestruzes simpáticos que perseguem turistas mais saidinhos! Volta p’ra casa morto de fome, se der tempo [porque p’ra gente não deu!] passe na reserva de penguins de Simonstown! Acho que fecha 18h30! Dia seguinte, determinação máster de subir na Table Mountain [coisa que passou em questão de minutos assim que a atendente falou: no view! too cold!]. As nuvens estavam por toda parte! A gente decidiu então ir p’ra região dos vinhedos. Groot Constantia. É bacana, apesar de termos concluído que deve haver outros bem mais legais – é claro que a nossa falta de organização e planejamento ia nos prejudicar em algum momento. Mas ok. É uma fazenda linda. Com um almoço médio e nem de longe o melhor vinho que a gente tomou! Mas valeu bem a pena! Por 38 Rands você experimenta cinco vinhos e aprende um monte sobre o processo de fazer vinho. Bem legal! E decide também que vai comprar os que vai levar p’ra casa no mercado! Quando a gente voltou, o tempo estava lindo, limpo e a gente decidiu que era a hora perfeita de subir a Table Mountain. E assim foi! Chegando lá em cima, de bondinho, porque tempo não estava sobrando, lindo, lindo, lindo, azul, nuvem, mais nuvem, muita nuvem. E frio! Daí que a gente viu de tudo acontecer lá em cima. Bem legal! Então desembolsa 195 Rands e sobe também! E anda tudo por lá, que é essa a graça! A gente perseguiu entrar dentro da nuvem! Missão semi finalizada! Volta p’ra casa, vai jantar no lugar de sempre que amanhã tem mais! Amanhã era o último dia de passeio, Robben Island e centro. Né? Não! A nossa falta de planejamento não comprou os tíquetes e só tinha p’ra daí dois dias. Na porta do píer algumas pessoas fazendo um protesto com placas dizendo sobre a segurança da ilha e dos turistas. No fim nem deu p’ra entender, porque o papel que dizia ‘strike alert!’ que eu peguei eu acabei dando p’ra uma funcionária do píer... Mas tem alguéns decontentes na terra do Mandela! Missão abortada sobre ir ver de perto onde ele ficou preso. A gente rumou para o centro. Andamos, andamos e andamos, fomos a um museu X, andamos mais, compramos tranqueiras na feirinha, negociamos tudo e de tudo e cheguei a incrível conclusão, porém óbvia, que tem coisas que as pessoas simplesmente entendem e se fazem entender, mesmo sem falar o idioma! Leo comprou o que quis e pagou o quanto quis! E eu também! De tapete a máscara de girafa – e daqui saiu a primeira nota mental. Corre-se o risco da casa virar uma grande pequena África! Aí a gente sentou para almoçar no wine bar do Mandela Rhodes Hotel. E voltamos p’ra comprar vinho no mercado, passear na farmácia [eu adoro!] e Leo me levou até p’ra fazer compra. Quem conhece sabe o tamanho do esforço! Depois tem mais. E fotos...
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