22.11.13

das coisas da vida

aí você acha uma foto perdida no e-mail que conta um pouco de dias bons...


e alguém comenta assim...


já quis escrever tantas vezes. me peguei lendo as linhas escritas por e para nós, dessas que a gente pensa, tão atual, tão lindo, tanta saudade, tanto desperdício de amor. nunca entreguei a minha felicidade em suas mãos. nunca cobrei que você me completasse. eu sou inteira e sou feliz. você me soma. me multiplica. me transforma. não é passado. é presente. é amor que não se acaba. não há depressão em mim, apesar de meus braços se fazerem úteis. ontem eu li as nossas linhas e chorei. como não chorar? a vida pode fazer de nós o que quiser, e fez. a gente já não é mais junto. é distante. é longe. é lembrança. e p'ra mim é saudade. eu olho p'ra frente e as nossas estradas se afastam. e afastam. e afastam. mas eu preciso dizer que te amo. não. eu não te esqueci. nem um dia sequer. lembro do riso fácil, da irritação provocada, do companheirismo, de ser pau p'ra toda obra. não, não é difícil me perder em boas lembranças. deixar correr uma lágrima. ou abrir um sorriso desatento. porque parece tão perto, tão palpável, tão bonito. sim, sim. eu sei porque findou. eu sei porque se afasta. a razão de ser lembranças. porque a gente já não se multiplica mais. mas nada disso torna as coisas mais fáceis... nada disso torna a nossa história menos desperdício de amor...

10.10.13

e então...

tem um tempo eu perdi a vontade de escrever por aqui. o blog começou com o fim de um namoro. uma história mal contada e mal resolvida. eu queria lembrar. eu queria não esquecer. é a minha casa, sou eu. depois eu tive um apê em sp, que me deu todas as dores de cabeça do mundo, inquilina que não queria sair, financiamento que não queria acontecer, e meses de histórias desgastantes. mas também a boa notícia de comprar meu primeiro apê. depois veio a minha segunda casa, no rio. eu mudei. muito. de estado. de espírito. eu cresci profissionalmente, acho que como pessoa também. eu viajei p'ra onde eu nem imaginava pisar. eu me transformei. então eu tive que devolver meu apê do rio, não tinha grana p'ra pagar o aluguel que subiu quase 40%. e me dei conta do que significava ficar por ali. de repente, em minha vida, eu tinha entrado em uma rotina maluca de trabalhar para pagar conta. e não estava dando, a conta não estava fechando. e desfazer a casa que eu queria tanto e tão bem foi um baque de não querer mais. ao mesmo tempo que você não vê saída. porque a pessoa estudou geografia. mas a geografia já não me representava mais... meu coração andava bem. mas inquieto. daquelas histórias do século passado. de dizer eu te conheço desde os meus quatorze anos. eu te amo desde longe... com ele eu ri muito. eu fui muito e intensamente feliz. com você, leo, eu me sentia mais. porque você não me completa. você me adicionava. que louco é pensar em escolher outro caminho. que triste pensar que alguém não topa contigo o que você acha mais bacana p'ra vida. que outro baque é a realidade de não, eu não topo os teus planos. mais um fim. meu apê de são paulo alugado. minha casa do rio desfeita. e é, era hora de outros vôos. e eu voei. foi assim que eu pousei por aqui. quando a vida apresenta mais uma reviravolta. e você aceita o desafio. qualquer hora eu volto. e conto mais. a vida por aqui é feliz. mas as vezes a saudade é danada...

22.9.13

passou julho, agosto e quase setembro...

tira o pó, varre p'ra debaixo do tapete e vem... cinco meses de lojas e sim, eu tirei e estou tirando de letra! quando surgiu a primeira ideia de ter uma loja, eu pensava bem menos, bem menor. e sabia que seria difícil. de repente são duas lojas, nove funcionários e um bebê e todas as dores e delícias da vida. eu aprendi muitas coisas nos últimos meses, trabalhei feito gente grande todos os dias e até senti saudade quando não estava lá. viver na bahia é um mundo a parte. você e sua bagagem de vida e de roupas pousam por essas terras e de repente cai a primeira ficha, nós somos mal acostumados no sudeste. muito mal acostumados. aqui muitas pessoas são contratadas sem carteira assinada, algumas relações trabalhistas são quase escravagistas e os patrões e sua impáfia, em geral, agem como se aqueles que para ele trabalham, a ele devessem um favor. todos os dias da minha vida eu quero que as pessoas que trabalham comigo tenham dignidade. é minha lição número um. das histórias que eu ouvi por aqui e por ali, não admito que seja essa a relação a se estabelecer, de ganhar uma grana dando apenas o mínimo ou abaixo disso para as pessoas que estão ali todos os dias comigo. e todo dia eu deixo bem claro para as pessoas que trabalham comigo que eu preciso sim delas. sozinha eu não conseguiria jamais ir longe. das outras coisas que eu aprendi, eu entendi que é preciso delegar função. não é possível abraçar o mundo inteiro com dois braços. é preciso confiar. e que as pessoas saibam que têm a sua confiança. assim são construídas relações bacanas de trabalho. convivi, nos últimos meses, com a bebê mais fofa do mundo, desde cedo ela está lá, babando em nossas roupas, puxando meus cabelos, sendo fofa. a mãe dela entra na minha onda e deixa eu tirar fotos dentro da panela. e teodora não tem outra escolha. e ri. e é bom demais. o dia pode estar uma loucura, cheio de problemas, mas aí você para, desacelera, pega no colo e entende que é preciso respeitar o tempo. eu juro que demoro a entender alguém que não queira ter filhos. e o amor e a baba dos filhos. eu quero!

27.6.13

tiau, 3.0

só mais hoje. amanhã é dia de 3.1! oba. que seja um ano inesquecível! viva eu!

11.6.13

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus,
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
MUNDO MUNDO VASTO MUNDO,
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.

8.6.13

aimeudeusdocéueuvoumorrer!

sabe quando a gente se apaixona? eu me apaixonei. outro dia, fazendo um tour por Salvador, eu conheci o edifício Eldorado maislindomaravilhosoedesejado desde então - por fora, tá, mas é um começo! arquitetura modernista que ganhou meu coração, com sala de janelões e vista mar. amei. muito. daquela coisa que você tá andando de carro e para e fica besta olhando e só vai embora quando o outro carro buzina... e eu acordo. e vou trabalhar. e fico calculando quantos centos [milhas?] de panelas e formas eu preciso vender p'ra chamá-lo de meu. ó céus. são muitas... mas me aguarde! ;)

ps: e eu já chamo de meu apartamento...

30.5.13

finda maio!

que mês foi esse? começou pelo Rio, passou pelo Peru e finda em Salvador. pouquinho tempo atrás eu não me imaginaria morando em Salvador, na casa do meu pai, com quem não moro há uns doze anos. juntei minhas coisinhas e fui mudar de vida e de cidade. o que isso significa? não sei. depois de vinte dias por aqui, estou tomando pé da situação, de repente eu tenho dez funcionários, duas lojas e responsabilidades e compromissos que eu não imaginava e aumentam a cada dia. e que também vão ficando mais familiares, ainda bem. dois anos e meio trabalhando no meu antigo emprego me deram um senso de organização que hoje faz toda a diferença. mas pegar o bonde andando tem todas as dificuldades imagináveis. o que os funcionários vão achar? eu vou gostar? e como serão as vendas? vai dar certo? o que eu vou encontrar? e posso dizer, ainda que com pouco tempo, que já deu. deu certo. são duas lojas de utensílios de cozinha, com uma infinidade de bugigangas úteis, de produtos de confeiteiro, panelas, assadeiras, formas, forminhas e formosas! ;) ácá o facebook da loja, que boniteza: https://www.facebook.com/lojaalegriadolar

8.5.13

detalhes tão pequenos de nós dois... Cusco!

o dinheiro no Peru é o sole. nuevo sole. a conta básica é que é desvalorizado 25% em relação ao real. mas se você fizer o câmbio no Brasil, vai sair 1:1! trouxemos dólar e trocamos aqui, em geral, na praça de armas, troca-se US$100 por 259 soles.

o hotel foi o Encantada Boutique Hotel. três pontos contra! fica em San Blas, no alto, e p'ra quem passa mal com altitude, quatro lances de escada são um sofrimento, dirá oito quarteirões - um taxi até San Blas custa incríveis 5 soles! a calle Tandapata está em obra, então o taxi não chega na porta. mas as vezes p'ra chegar, mesmo a pé, é preciso dar uma volta ou pisar no barro - problema que logo se resolve, quando as obras acabarem... e o último é que eles indicam uma agência para os passeios que cobra uma fortuna! pagamos US$20 pelo city tour, enquanto na praça de armas custa 20 soles, é só não aceitar a sugestão e fazer tudo por conta própria... o resto? o hotel é delicinha. café da manhã bom, atendimento de todos os funcionários fantástico, vista linda e o que ganhou meu coração: você volta a noite p'ro hotel e tem uma bolsa de água quente com água quentinha p'ra esquentar do friozinho da rua. sem contar a preocupação de todos perguntando como a gente se sente com a altitude... quando disse que estava com dor de cabeça, me deram oxigênio na hora. eu nem achei que era necessário, mas passa quase que instantaneamente. depois volta, é só subir a escada, rs. desci uma madrugada p'ra um pouquinho mais de oxigênio, não conseguia dormir, e foram de novo bem bacana. gostamos do hotel, tanto que voltamos de Machu Picchu direto p'ra ele!

os taxis são mal identificados e não têm taxímetro. a regra é estender o braço, perguntar quanto custa p'ra onde você vai e ir. eles dirigem loucamente e as calçadas são mega estreitas. mas chega-se! andar de taxi é muito barato. muito mesmo. o hotel disse que teríamos transporte e ele não estava lá. com 15 soles chegamos no hotel, é bem tranquilo! o ideal é negociar com tudo e todos, o taxi, as compras, o tudo...

o mal de altitude... eu tive. desci do avião e senti minha perna pesar instantaneamente. a isso juntou-se a dor de cabeça, o enjoo, e foi piorando. dava sono mas não conseguia dormir. chá de coca não deu em nada. nem as tais pílulas. que são o maior engodo da história, aquilo é AAS. e custou 50 soles. põe no Google o que cura de verdade e traz do Brasil... eu, hipocondríaca da altitude, da próxima vez trago todos os antis da vida. alérgico, gripal e assim vai, dor de cabeça, muscular e tudo. a mim, que não me senti bem, fez falta...

para ir a Machu Picchu, compramos o ticket do trem do Brasil. tem o site Peru Rail e Inca Rail. p'ra mim, vale o trem que couber no horário pretendido, com preço bacana. o importante é chegar! paguei com Visa e até agora não sei se é Verified ou não... comprei o ticket de trem com o cartão da minha mãe... embora estivesse escrito que seria necessário apresentá-lo, não foi. ufa. então ó, a partir da minha experiência, se você só tiver o cartão dosotro p'ra comprar o ticket, o risco de solicitarem é baixo! se joga!

para entrar em Machu Picchu, compramos do Brasil também... porque eu queria muito subir o Huayna Picchu e então é preciso comprar com antecedência porque são 400 vagas por dia. mesma coisa, cartão dosotro e deu certo. imprima tudo direitinho e vai ser feliz... vai ver que bonito é!

detalhes tão pequenos de nós dois... Lima!

Lima

voo Tam/Lan ok. nada que impressione ou que deponha contra! a imigração em Lima é uma coisa. ficamos uma hora em pé na fila, p'ra chegar na hora e nem perguntarem nada. carimbamos o passaporte e tiau. quero ver na copa, hohoho.
fora isso, nada a falar, porque ficamos só uma madrugada por lá. o aeroporto é tranquilo, mas não tem muito o que fazer, a não ser dormir e esperar. tem Starbucks, tem lujinha, mas daqui a pouco o saco já está na lua. e o tempo não passa! os funcionários da limpeza limpam aquilo a noite inteira! de repente é necessário mudar de lugar, porque as máquinas vão passar. e uma barulheira...

roteiro Peru...

2/maio | o vôo era Rio - SP - Lima - Cusco. sendo Cusco apenas no dia seguinte, cedo. dicamiga, dica valiosa... ou você dorme em Lima e descansa, com todas as letras. ou você rouba o travesseirinho e a manta do avião, embarca cedo e vai dormir lá dentro da sala de embarque! deitada nos banquinhos...

3/maio | chegamos em Cusco e o taxi do hotel não estava lá, mas tudo bem, qualquer 15 soles te leva até lá... foi dia de passar muito mal com o mal de altitude. descer do avião significou a perna pesar. muito. cabeça doer. cheguei a pensar em nunca mais voltar aqui...

4/maio | city tour arrastado. comprar no hotel é a maior roubada. ao fim, juntam todo mundo, de todas as agências, num balaio só. pode procurar um preço bom...

5/maio | vale sagrado, passando por Pisac e ficando em Ollantaytambo, para pegar o trem pela noite. chegar em Águas Calientes sem hotel é tranquilo, mas eu escolheria chegar com hotel na próxima vez!

6/maio | Machu Picchu, muito prazer. sem palavras! e subimos a Huayna Picchu. uau.

7/maio | voltar para Cusco, via Maras e Moray. outro UAU!